Saudações Hellbangers.
Supremacia Rock, entrevista uma das bandas em constante crescimento na cena Heavy Metal curitibana, LEATHER WRATH.
Vamos nessa...

1. Como surgiu o nome da banda? Há algum significado implícito na alcunha?
Lucas: Nós sempre brincamos que para ser do Heavy Metal você precisava estar trajado de couro, então já tínhamos um nome, ou melhor, um primeiro nome, afinal Leather somente já existia. Gustavo e eu, somos muito fãs da banda curitibana Hellgun, e uma de suas músicas era a Balrog's Wrath, então, decidimos que seria uma boa ideia usarmos o Wrath para isso, de certa forma uma pequena homenagem à galera que sempre admiramos.
2. Em 2024, a entrada da Alice marcou uma nova fase na formação. O que mudou na dinâmica da banda após a chegada dela?
Lucas: Primeiro de tudo, a Alice é a responsável pela maioria das letras, ela lê muito, então tem um leque muito grande para compor sobre o que ela quiser, além de ser uma baixista incrível, faz pouco mais de um ano que ela começou a aprender para valer o baixo e já compõe tudo. Ela tem uma capacidade especial de escrever bases de solos ótimas, como na Sharp Rebel e outras como The Mission que sairá no nosso primeiro álbum.
3. O que vocês dizem da (des)união do nicho metálico curitibano/paranaense?
Lucas: O Metal em Curitiba é muito forte, não necessariamente somente na qualidade, porém também na união. Há sim algum desentendimento ou outro, mas são muitas pessoas juntas, uma hora ou outra acontece algo. Porém, com a LW é algo incrível, sempre contamos com ótimas parcerias e amizades, pessoas com corações gigantes que sempre nos ajudam, nos orientam, chamando para show, indicando para eventos, dando incentivos.
Poderia citar vários como a galera da Stygian com a nossa parceria, o Matheus da Phantom sempre nos orientando, o Arthur do Heavytron Studio sendo como nosso mentor do Heavy Metal sempre nos incentivando, o Renato da Hellazer Records também com sua amizade imensa sempre nos apoiando, fazendo conteúdo nosso, nos divulgando, a galera da Porttal também, com nossa parceria gigante sempre nos ajudando com equipamentos, indo nos nossos shows curtir e cantar conosco as nossas músicas. Enfim, a cena de Curitiba é excelente, muitos amigos e tudo muito bem amarrado.
4. Como foi o processo de criação do Single “Metal Fist” música e o que vocês queriam transmitir ao público com ela?
Gustavo: O processo de criação da Metal Fist começou antes mesmo da criação da banda, quando, de forma despretensiosa, nós começamos a compor alguns riffs e levadas de bateria. Após lguns meses, com a entrada da Alice na banda, foi possível criar uma letra e assim prosseguir com a gravação da música. Sendo nossa primeira música, todo o processo de gravação foi realmente mágico, com muita empolgação e ânimo. Esta que foi gravada pelo nosso grande amigo Artur Migotto do HeavyTron Studio, tenta passar uma energia típica dos anos 80, com batidas rápidas e riffs eletrizantes, que relembram álbuns como o Ram it Down do Judas Priest.
5. Com influências do Hard Rock, especialmente do Scorpions, “Sharp Rebel” apresenta um novo estilo para a banda. Como vocês equilibram essas referências com a identidade própria da Leather Wrath?
Gustavo: No início da banda, tínhamos muita influência vindo dos anos 80, porém conforme o tempo foi se passando, começamos a adquirir conhecimento de ótimas bandas dos anos 70, como, principalmente, Scorpions, Electric Sun, Rainbow, dentre outras. Essas novas influências moldaram o que a LW é hoje, e foram muito presentes na "Sharp Rebel", que mesmo sendo mais cadenciada, tem forte inspiração setentista. Com a criação desse single, foi possível ver uma mudança muito grande no som da Leather. Mesmo com cada membro indo para uma época diferente e sendo influenciado por diversas bandas, conseguimos nos conectar e criar novas músicas.
6. Além de rebeldia e princesas perdidas, qual é a temática predominante em sua obra?
Alice: A LW não possui um assunto específico predominante em suas letras. Cada música compomos de acordo com o nosso feeling, com o que estamos vivendo, lendo. Assim como o estilo em que cada som se encaixa, seja nos anos 70 ou 80. Gostamos de explorar e expressar nossos sentimentos e emoções em cada música, com cada uma se tornando única.
7. Houve algum show marcante até então? Que deu algum imprevisto excêntrico? Há algum que vocês consideram o melhor?
Gustavo: Já tocamos em diversas ocasiões e foram inúmeras as que nos marcaram, porém há momentos que se destacaram ainda mais. Como, por exemplo, nosso segundo show no 92, onde a interação do público foi simplesmente surreal, chegando em um ponto onde um dos espectadores subiu e pulou do palco.
Porém, talvez o mais marcante e incrível, foi o nosso último show no Blood, no evento "Metal Carnival". Esse show foi o maior que fizemos e sem dúvidas com melhor resposta do público, chegando a nos emocionar. Com toda a energia do público desde o início do show foi impossível não se animar, ainda mais quando vimos que os espectadores cantavam junto conosco nossas músicas. Foi realmente sensacional.
8. Como, geralmente, é o processo de composição? O que vem primeiro a letra, o instrumental ou não tem um padrão?
Alice: O processo de composição da banda é feito separadamente. Primeiro vem a guitarra, o Lucas cria uma base, trazendo a ideia principal da nova música. Em seguida eu e o Gustavo compomos nossos instrumentos em cima, e por último componho a letra e o Lucas cria a melodia vocal. Vamos ao estúdio ensaiar para dar os últimos toques e pronto, novo som da LW está feito.
9. Vocês consomem outros gêneros musicais, além do Metal? Há inspiração em outras formas de Arte, como Literatura, por exemplo?
Alice: Mais do que Metal, costumo a escutar 80s pop. Minha influência tanto em estética como sonora nas nossas composições vem do 80s pop. O Lucas e o Gustavo além do Metal oitentista consomem o Rock setentista e alguns outros estilos como Polka e MPB, tanto que o Gustavo faz conservatório de MPB.
Outra inspiração vem de livros, costumo a ler muito sobre história. A maioria de nossas letras vem de livros que li, como a The Mission que fala sobre a era do Ouro do Brasil Colônia.
10. Quais são os planos para o futuro? Deixem um recado para quem acompanha a trajetória de vocês, por favor.
Gustavo: Os próximos passos da Leather Wrath estão se encaminhando e como já anunciado teremos 2 shows, um no Spunk, no evento "Steelbound" e outro no evento "Greenhell", e com perspectiva de mais shows para vir. Já em questão de músicas e mídia, teremos grandes novidades como um álbum e também a criação de mídias físicas que já estão em nossas mãos.

Entrevista por: Michael Livorum
Entrevistado: Leather Wrath
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