Saudações bangers, Supremacia Rock trás nesse EP uma das bandas mais brutais do Paraná, diretamente do submundo curitibano, Ethel Hunter!
Bora!!!

0. Como surgiu a banda e como foi a escolha do nome?
O nome “Ethel” deriva do elemento do inglês antigo æthel, que significa "nobre". Já a expressão “Hunter” a caça, enquadra-se no sentido da procura pela pesquisa, os métodos para atingir o que procuramos.
Em meados de 2012, pensamos em vários nomes. A ideia buscava algo primitivo (antigo) que compactua-se com a pegada de som proposta (Death Metal Old School) esta era a premissa, sem pretensões encontramos uma expressão “Ethel” que é uma palavra forte e feminina .
1. Como a simbologia do nome “Ethel Hunter”, que remete a uma busca pelo nobre e honrado, se reflete na evolução do estilo musical e na mensagem que vocês desejam transmitir ao público ao longo dos anos?
A Busca do conhecimento é a evolução pessoal de cada indivíduo, e implacavelmente atinge a nossa evolução musical, assim como em outros seguimentos. Destaco que não temos a pretensão de passar diretamente esta mensagem ao público. O nosso contexto é dinâmico, não despreza o momento e o tempo, ela segue conforme a evolução de nossos pensamentos.
2. Em um cenário onde as novas gerações de fãs de Metal extremo parecem afastar-se dos conceitos clássicos, de que maneira a banda busca preservar e resgatar os valores e sonoridades do bom e velho 'Old School Death Metal'?
Como já destaquei anteriormente, não procuramos ditar ou estabelecer regras de como o fã de metal se comporta, se entende ou não os valores que praticamos.
Acredito que é impossível garantir a longevidade de cada estilo em seu estado bruto.
A sociedade caminha e os costumes mudam, entendemos que o que foi feito não se apaga, nos mantemos fiéis em que acreditamos.
3. Considerando que “Consciousness Awakening” retrata o despertar da consciência e aborda pensamentos primitivos e obscuros, como vocês aprofundam essa temática para promover uma reflexão crítica sobre a sociedade contemporânea através da música?
Esta busca em ter consciência expande um vasto universo de pensamentos. Hoje vivemos em um momento de muita desinformação, pouca procura.
4. Como a participação de músicos convidados, como André Luiz e Bruno Schmidt, influenciou na construção e no desenvolvimento da identidade sonora e temática dos álbuns da banda?
O Bruno não era músico convidado, integrou nosso Line-Up por um curto período, contudo todos nossos ex-integrantes foram fundamentais para a longevidade da banda, agregaram pensamento, opinião, inspiração e inventividade. O André é um amigo de longa data, a tempos convidamos ele para a participação em nosso álbum, o mesmo nos cedeu, sua sagacidade e seu talento elevando o nível do “Consciousness Awakening”.
5. “Chasm of the Soul” aborda a percepção de como nossa mente controla nossas ações pelo medo e pela vontade, em que aspectos emocionais ou filosóficos vocês buscam conectar o ouvinte com essas ideias profundas através do Metal Extremo?
Buscamos conectar o ouvinte através da reflexão e da percepção que vivemos conflitos internos que nos moldam e o metal extremo, permite potencializar e sentir esses aspectos, através da intensidade, do peso e da atmosfera das nossas músicas.
6. Ao lançar “Absence of Light”, vocês afirmaram que apenas o conhecimento é capaz de nos libertar. Como essa premissa se conecta com as referências filosóficas ou espirituais que inspiram o processo de composição e criação da banda?
O ponto de partida para composição das letras deste álbum, se conecta com a ideia de que o conhecimento funciona como uma ferramenta para romper com as manipulações, ignorâncias e os desvios que surgem ao longa da nossa jornada na vida. Entendemos que a busca pelo saber é um caminho de emancipação, que amplia a consciência, o senso crítico e o despertar da mente diante desse mundo e fortalece a capacidade de enxergar o mundo com mais lucidez.
7. De que forma a maturidade sonora e a diversidade de influências presentes em “Absence of Light” representam uma evolução na reflexão temática e na técnica musical do Ethel Hunter desde os primeiros trabalhos?
Acreditamos que tudo isso envolve as várias bandas que tivemos durante muito tempo, que serviram como experiência e a evolução musical de cada um. E além disso a gama de outros estilos musicais que ouvimos, que não fica preso somente ao metal e suas vertentes.
8. Como vocês enxergam o papel do metal extremo como ferramenta de resistência e conscientização em tempos de manipulação midiática e social, promovendo uma espécie de “resistência sonora” baseada em valores antigos?
Por ser uma cena mais nichada, um espaço mais questionador, afrontoso e de reflexão, acredito que a grande mídia não consegue influenciar ou até mesmo controlar tão fácil assim. Ainda mais por não depender da mídia e do mainstream para fazer acontecer. Isso torna o Metal Extremo mais fiel a si mesmo, sem ter moldado por pressões externas, trazendo ainda mais identidade e autenticidade, reforçando o seu papel de resistência.
9. Ao longo de sua trajetória, quais experiências nos bastidores mais impactaram a maneira como vocês abordam a composição, o performar e a conexão com o público na cena Underground?
Estarmos sempre envolvidos de alguma maneira na cena, participando de bandas, tocando com outras bandas, tocando em lugares diferentes, organizando eventos, isso é muito importante para que possa impactar de alguma maneira para nós.
10. Quais são os futuros desafios e apostas criativas que o Ethel Hunter pretende explorar para continuar dialogando com uma audiência que busca manter viva a essência do verdadeiro Death Metal em um mundo em constante transformação?
O de sempre, compor, lançar, fazer shows e manter a mente sempre criativa de alguma maneira e não ficar preso somente numa fórmula, o conhecimento musical que temos sempre pode ser agregado de alguma maneira naquilo que compomos.
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Agradecemos pelo tempo cedido para essa entrevista, desejamos sucesso nessa jornada da Ethel Hunter.
Entrevista por: Bruno Lacerda
*Supremacia Rock, Portal De Mídia Underground*