O evento Sombras do Sul, vem se destacando pelo seu line-up sombrio, evento este que terá a primeira edição no dia 18 de Julho de 2026 na cidade de Pomerode-SC.
Evento vem ganhando destaque pela estética agressiva e real, voltada a cena mais extrema do som pesado, o Black Metal, por sua vez ganhando cada vez mais força tanto no Brasil quanto mundo a fora.
Em uma breve entrevista com a produção do evento é possível ver o empenho e a importância que esse evento tem e a força da cena Black Metal nacional.
Confira a baixo o bate papo com a organização do Sombras do Sul.
1-O Sombras do Sul se define como um movimento para reacender a cena do Black Metal em Santa Catarina. Qual foi o “estopim” para que vocês decidissem criar um espaço exclusivo para este gênero, em vez de um festival de Metal que abrange outros gêneros?
O Sombras do Sul nasce da necessidade de fortalecer e reacender a chama do Black Metal em Santa Catarina. Sentimos falta de um espaço onde a identidade do gênero fosse preservada, sem se perder em meio a outros estilos. A proposta é criar algo que vá além de um festival comum — uma experiência imersiva, quase ritualística, onde a atmosfera, a estética e a sonoridade caminham juntas.
2-Sendo o festival organizado por membros ativos de bandas do próprio line-up, como essa visão interna influencia na escolha das outras bandas e na estrutura que vocês oferecem para o público e para os músicos?
Por sermos músicos e vivermos a cena, essa visão interna influencia diretamente em tudo — desde a escolha das bandas até a forma como pensamos o evento. Muitos de nós e das bandas que estarão no line-up vieram de uma mesma vivência dentro do Underground.
Uma grande inspiração pra nós foi o Curupira Rock Club, que frequentávamos e que marcou muito a cena. A maioria das bandas que vão tocar no Sombras do Sul já passaram por lá e viveram aquilo. Então o evento também carrega essa intenção de resgatar essa essência — de proximidade, intensidade e verdade — trazendo isso de volta de uma forma atual, mas sem perder a raiz.
3-A proposta do evento cita uma "experiência imersiva" entre música e atmosfera no inverno catarinense. De que forma o clima de Pomerode em Julho e o cenário do Manga Rock Bar contribuem para a estética sombria que o festival busca transmitir?
O clima de inverno em Pomerode contribui diretamente para a atmosfera do evento, trazendo essa sensação mais introspectiva e sombria que combina com a proposta. O local foi escolhido a dedo — o Manga Rock Bar é um espaço incrível, tanto externamente quanto internamente.
O palco é menor, o que aproxima muito o público das bandas, criando uma conexão mais intensa e verdadeira. Além disso, o ambiente é todo trabalhado nessa estética, com elementos como crânios pendurados, escudos, espadas… tudo contribui pra essa imersão. Não é só um show, é uma experiência completa dentro de um cenário que realmente conversa com o espírito do evento.
4-Além das apresentações, o festival contará com camping e estandes. Como vocês planejam integrar esses espaços para que o evento funcione como um ponto de encontro e intercâmbio para o underground nacional?
A ideia é que o Sombras do Sul seja um ponto de encontro do underground. O camping permite que as pessoas vivam o evento de forma mais completa, criando conexões reais. Já os estandes fortalecem a cena independente, abrindo espaço pra merch, arte e projetos autorais, incentivando essa troca entre quem faz e quem consome a cultura.
5-Para esta edição com 9 bandas, qual foi o fio condutor na seleção das hordas? Vocês priorizaram a diversidade regional dentro do Black Metal ou focaram em propostas sonoras que se complementassem para criar um ritual coeso?
A curadoria das bandas foi pensada como um eixo central do Sombras do Sul, buscando não só qualidade, mas uma conexão real com a essência do Black Metal. Existe uma preocupação em manter uma linha estética e energética coerente, como se cada apresentação fosse parte de um mesmo ritual.
Trouxemos bandas que carregam mais de 15 anos de trajetória dentro do black metal nacional, nomes que ajudaram a construir e manter viva a cena ao longo do tempo. Muitas delas, inclusive, compartilham da mesma vivência underground que inspira o próprio evento. Ao mesmo tempo, também abrimos espaço para bandas que acreditamos dentro do cenário atual, fortalecendo novas forças do metal extremo. O line-up reúne diferentes regiões, incluindo bandas de São Paulo, criando essa união de forças em torno do evento.
A proposta é justamente esse equilíbrio entre legado e renovação. E esse é só o começo — a ideia é expandir cada vez mais, trazendo bandas de todo o Brasil e, futuramente, também nomes de fora do país, consolidando o Sombras do Sul como um ponto de encontro do underground.
6-Como vocês enxergam o impacto deste evento para a cena após o dia 18 de julho? O Sombras do Sul nasce com a intenção de se tornar um marco anual no calendário do Metal Extremo brasileiro?
O Sombras do Sul nasce com a intenção de fortalecer a cena e criar um espaço sólido dentro do underground nacional. A ideia é que ele se torne um encontro recorrente, um marco no calendário do metal extremo, sem perder sua essência — mantendo sempre a autenticidade, a intensidade e a conexão real com a cena.
Gostaríamos de agradecer a todas as bandas envolvidas, que acreditaram na proposta e fazem parte da construção desse evento.
Também deixamos nosso agradecimento aos nossos amigos e a todos que estão colaborando de alguma forma para que o Sombras do Sul aconteça. Esse festival só existe por conta dessa união e da força do underground.
SOMBRAS DO SUL

No dia 18 de Julho de 2026, as terras de Santa Catarina serão tomadas pela manifestação mais extrema e visceral do Underground Nacional. O Sombras do Sul Black Metal Festival surge como um marco de resistência e devoção ao Metal Negro, estabelecendo um ponto de convergência para aqueles que buscam a essência crua e sem concessões do gênero. Sob o clima gélido do inverno de Pomerode, nove hordas foram convocadas para destilar o verdadeiro caos sonoro em uma jornada que promete ser histórica.
O line-up é uma seleção brutal que reflete a força e a tradição do estilo no Brasil, unindo nomes que são pilares da cena com novas forças que mantêm a chama do metal extremo sempre acesa.
O evento foi estruturado para oferecer uma experiência completa de imersão no underground dentro do Manga Rock Bar. Além das hordas no palco, o local contará com uma infraestrutura dedicada para o público que vive o estilo: área de camping para os que vêm de outras regiões, alimentação, bar completo e stands de materiais independentes (zines, CDs, camisas) e stand de tattoos.
A jornada começa cedo, com a abertura dos portões às 11h da manhã, dando início a uma sequência ininterrupta de blasfêmias e riffs gélidos que atravessarão o dia e a noite sob o céu de Pomerode.
O Sombras do Sul não é apenas um festival, é um manifesto da força do Black Metal do Bfasil, reunindo bandas que carregam a seriedade e a intensidade que o gênero exige.
Para quem entende que o Metal Extremo é mais do que música, mas um estado de espírito e resistência, este evento é parada obrigatória.
Os ingressos antecipados já estão disponíveis e a procura reflete a importância deste encontro para a cena nacional.
Hávera excursões saindo de várias cidades e estados, para quem é de Curitiba e Região Metropolitana entre em contato com a Metal Devastation, verifque a disponibilidade da sua região e venha para o Ritual ao Metal Negro no Sul do Mundo.
Garanta seu ingresso e prepare-se para o que será, sem dúvida, um dos maiores rituais do ano.
Data: 18 de julho de 2026
Horário: Início às 11h
Local: Manga Rock Bar (Rua 15 de Novembro, 3090 - Pomerode/SC)